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Mitos sobre aprendizagem

[VÍDEO] Talvez você conheça estes mitos sobre estudos, mas você sabe a verdade por trás deles?

Acima, há um vídeo da Ana Lopes, acerca dos quatro mitos sobre estudos que podem te prejudicar. A boa notícia é que o vídeo também dá as soluções! Clique no título do post, para saber mais sobre o conteúdo do vídeo no contexto dos concursos públicos.

Hoje eu trago um material muito especial para você :)

Já faz algum tempo que eu venho com essa vontade de publicar o conteúdo do vídeo abaixo no Esquemaria, porque ele é absolutamente fantástico para quem estuda para concursos. Este vídeo mostra 4 mitos sobre aprendizagem, mitos estes que eu vejo todos os dias serem praticados por concurseiros e concurseiras.

Conversando com o pessoal do blog Mais Aprendizagem, da professora Ana Lopes, eu consegui uma autorização especial para colocar o vídeo aqui no Esquemaria, e estou muito feliz em relação a isso, porque eu tenho certeza que é um material que vai te ajudar. Assista a essas 4 dicas. Talvez os mitos ali relacionados sejam a razão porque você ainda tem dificuldades para estudar para concursos.

Após o vídeo, eu escrevo sobre o conteúdo dele, com algumas considerações que são válidas especificamente para concursos públicos. Além disso, há pessoas que preferem ler, e não ver, por isso o post, após o vídeo, é uma mão na roda ;)

Se você prefere ler acerca destes mitos sobre estudos, leia:

É incrível como estudar pode parecer algo até doloroso para alguns, e as mentiras que dizem sobre estudar fazem esse processo parecer ainda mais difícil.

A verdade é que todo concurseiro tem que aprender quatro fatos essenciais: estudar requer tempo; estudar requer organização; estudar requer dedicação; e estudar requer concentração.

Os quatro mitos que vou mostrar a seguir vão contra esses fatos, e podem levar o estudante a desistir, por pensar coisas como “estudo não é para mim”, “não nasci para isso” e outras razões que, como dizem, a própria razão desconhece.

Então vamos lá, vamos conhecer estes mitos, a partir dos seguintes tópicos:

  • Mito #1: “Estudar é rápido”
  • Mito #2: “Conhecimento é feito de fatos isolados”
  • Mito #3: “Talento é inato”
  • Mito #4: “Eu sou bom em multitarefa”
  • Infográfico com os 4 mitos sobre estudos
  • Baixe este post em PDF
 

Mito #1: “Estudar é rápido”

Você pode acelerar, é claro, mas me diz: você acha que vai passar de um dia para o outro?

mito-estudar-e-rapido

Quando a gente começa a estudar para concursos, uma das dúvidas mais comuns é: “em quanto tempo você acha que eu passo?”. Parece até aquela coisa de quando a gente vai ao dentista e pergunta: “quanto tempo eu vou ficar com o aparelho?”.

Os melhores dentistas não respondem um tempo exato. Eles falam: depende de como o seu dente vai se adequar com o aparelho, depende de como você vai levar seu tratamento a sério, depende de você ir ao consultório todo mês, enfim.

O mesmo acontece com os concursos públicos. Em quanto tempo você vai passar? Isso depende do cargo que você quer, da definição de foco, de como você se dedica, de um pouquinho de sorte, às vezes (a gente brinca, mas sorte também faz parte deste processo) e de inúmeros outros fatores.

Só que você tem de ficar consciente do seguinte: estudar para concursos requer tempo. Não é do dia para a noite que isso vai acontecer.

Então, o primeiro mito é: “estudar é rápido”. Ahn ahn. Estudar requer tempo, requer repetições espaçadas.

A verdade por trás deste mito é: estude com antecedência. Não caia nessa de que fulano ou sicrano passou em um concurso em um mês, em dois meses, ou que passou no primeiro concurso que fez sem estudar.

Eu me lembro muito bem quando passei no meu primeiro concurso (Ministério da Educação). Tive um exemplo bem claro, sobre isso. Um dos aprovados chegou para mim e afirmou: “sou garçom, este foi o primeiro concurso que fiz na vida, e passei sem estudar”. Eu fiquei muito encabulada com aquilo, e perguntei a ele: “como será que você passou, já que as matérias são de diversas áreas?”. Aí ele me respondeu: “há muitos anos eu leio jornais todos os dias. Também gosto de raciocínio lógico, então era um passatempo resolver questões sobre isso”.

Ou seja, não é que ele não tenha estudado. Ele só não estudou pelos meios convencionais (livros, cursinhos). A verdade é que é impossível passar só por chutar. Ele estudou, e muito, repetida e espaçadamente, mesmo que inconscientemente.

Tranquilo? Então vamos lembrar do primeiro mito: estudar é rápido. Agora, vamos lembrar da verdade (que é mais um alerta) por trás deste mito: estude com antecedência.

Ok, vamos continuar…

Mito #2: “Conhecimento é feito de fatos isolados”

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Esse aqui é o que eu chamo “o mito da faca de dois gumes”. Ele é um mito, mas com uma pitadinha de verdade.

De acordo com este mito, conhecimento é adquirido com fatos isolados. Os aderentes a este mito simplesmente ensinam as coisas dizendo “é porque é” ou “não tem explicação”.

Acontece que existe contexto para tudo, tudo, tudo. Nada acontece por acaso e, por trás de fatos, há conexões, cenários, circunstâncias.

O avião, por exemplo, não foi inventado do nada, por um gênio só, sem o qual a humanidade não chegaria ao patamar de hoje. Houve um contexto, houve ensinamentos prévios, até chegar lá.

A Ana diz, no vídeo, que o certo é aprender de uma vez por todas, porque, após isso, bastará uma revisão básica para relembrar. Quem tenta aprender decorando tenta aprender sem contexto, o que, no longo prazo necessário para se passar em um concurso, acaba levando ao esquecimento.

“Carol, isso quer dizer que eu não tenho que decorar NADA, para passar em concursos?”.

Não. É aqui que está o pedacinho de verdade por trás deste mito, no que concerne aos concursos públicos. Preparar-se para adquirir conhecimento de longo prazo, que você leva para o resto da vida é uma coisa. Preparar-se para uma prova de concurso é outra.

Principalmente matérias que cobram regimento interno e lei orgânica vão exigir um certo nível de decoreba, sim. Afinal, um órgão tem 15 ministros porque assim foi decidido. O prazo de uma petição é de até 10 dias porque o cara achou que assim que tinha de ser.

Ôh ow. “Então, Carol, como contextualizar algo que não tem contexto?”

Eu te respondo com uma nova pergunta: como você decora números de telefones, datas de aniversário e outras coisas do dia a dia que requerem nada mais nada menos do que memorização?

Fazendo correlações.

Vou dar um exemplo prático. Vamos dizer que as letras para você fazer saques no Banco do Brasil seja, sei lá, Pa C Lo. Sério, eu só peguei quaisquer letras, sem pensar. Agora, como vou lembrar essas letras?

Eu posso lembrar daquela loja de produtos infantis, a Pakalolo, e fazer uma correlação com essas letras. Assim, para lembrar da senha, é só lembrar da lojinha. Ou eu posso lembrar que no banco eu “parcelo”. Tá vendo? Existem palavras que te ajudam a lembrar da senha.

Então como lembrar que um órgão tem 15 ministros, ou que uma petição é de até 10 dias?

Correlacionando. Para mim, por exemplo, a multiplicação “3×5” tem um significado tão grande que ficaria até automático se eu anotasse, ao lado do artigo da lei que diz que determinado órgão tem 15 ministros, a multiplicação “3×5”. Ou eu poderia lembrar da minha festa de 15 anos e simplesmente falar: “ah, esse é o órgão que me lembra da festa de 15 anos”. Se o órgão tem 13 ministros, eu busco uma outra correlação, sei lá, anoto “Zagalo”, ao lado do nome do órgão.

Perceba uma coisa: as correlações são feitas de acordo com o conhecimento de vida de cada um. Você pode não saber por que eu anotei “Zagalo” ao lado do órgão que tem 13 pessoas, mas eu sei, porque isso fez parte da minha vida, de alguma forma.

Então vamos lembrar do mito: “conhecimento é feito de fatos isolados” e da verdade por trás dele: o certo é fazer correlações.

Tranquilex? Vamos para o terceiro mito.

 

Mito #3: “Talento é inato”

mito-talento-e-inato

Eu me lembro muito bem de um dia em que eu fui a uma aula de matemática básica e o professor estava falando sobre algum concurso em que quem passasse ganharia muito bem, coisa de 20 mil reais por mês.

E aí o professor disse o seguinte: “bom, né? É muito dinheiro, né?”

Daí um aluno gritou, lá atrás: “EU ACHO É POUCO”.

O professor abriu um olhão do tipo “uai, por que você acha pouco”.

Aí o aluno continuou: “muito é um jogador de futebol ganhar R$ 100.000,00 sem ter estudado”.

Daí o professor falou: “ah, mas aí é questão de talento”.

Hehe.

Ok.

Eu não sei se você gosta ou não de futebol, nem sei se é contra ou a favor da copa e tudo mais. Não é a este ponto que quero chegar.

O que interessa, nessa situação, é a gente descobrir a verdade por trás do mito.

Nada, nada, NADINHA é questão de talento puro e simples. Aqui, eu estou deixando de lado os nascidos em berço de ouro, que obviamente têm vantagem sobre outros seres humanos “reles mortais”, e considerando apenas esse mito do “nasci para isso” do “não tenho o dom”.

A verdade é que sendo jogador, estrela de Hollywood ou concurseiro, quem é bom no que faz, quem é realmente bom, é porque ralou muito para isso. Eu me lembro de uma entrevista que o Ganso deu, uma vez, falando que, quando criança, o pai usava os móveis da casa para que ele pudesse treinar futebol, e que todo santo dia ele estava lá treinando para um dia ser bom.

Do mesmo jeito que o Ganso não nasceu craque, eu não nasci sabendo Direito Constitucional. Estudei pra caramba, para conseguir passar.

E qual é a verdade por trás do mito, então? Não há vitória sem esforço. O conselho é simples. Quer passar em concurso? Dedique-se. Vai com tudo, com a certeza de que você só será craque se treinar MUITO.

Resumindo, o mito é “talento é inato” (AI QUE MENTIRA!). A verdade: todo “talentoso” tem tempo de prática. Todo “talentoso” se dedicou MUITO.

 

Mito #4: “Eu sou bom em multitarefa”

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Esse aqui é um mito muito simples de digerir, mas o mais complicado de adotar medidas práticas para ser desmentido. Eu mesma sofro até hoje com este mito.

O que é multitarefa? É a ação de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Tipo quando você está com um olho no livro e outro no celular, saca?

Aí vem uma galera dizer: “eu consigo fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo” ou “eu consigo estudar com celular, telefone, criança por perto” ou até mesmo “vou deixar a janelinha do Face aberta, aposto que não vai atrapalhar”. É muito comum as mulheres ainda sacanearem os homens, né? “Homem não consegue fazer três coisas ao mesmo tempo”. Haha.

Gracinhas à parte, não é saudável para os estudos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Ouvir música e estudar, por exemplo, é uma prática comum entre concurseiros. Não faça isso. Sua produtividade cai pela metade, e dizer que é possível ser multitarefa é um mito, quando se trata de estudos para concursos públicos.

Então, lembrando: o mito é “eu sou bom em multitarefa”. A verdade: estudar exige concentração. Como diz a Ana: desligue tudo.

 

Resumindo: infográfico com os 4 mitos sobre estudos

Decidi colocar o resumo em um infográfico, porque fica bem fácil de relembrar quais são os quatro mitos quando a gente os coloca graficamente. Mais abaixo, será possível baixar este infográfico, okay?

 

Infográfico: 4 mitos sobre estudos

 

Conclusão

Muita gente comete esses erros porque não conhece ou não sabe como lidar com eles. Agora é hora de por em prática as dicas que dei e melhorar seus estudos ainda mais.

Ficou com alguma dúvida? Tem mais algum mito a acrescentar?

Comente ;)

Bons estudos, boa sorte, boa vida,

Carol.

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  • Eu tenho costume de quando estudo para as provas do curso de Direito que faço, ouvir musicas clássicas, não é bom? Na verdade moro em um lugar de vizinhos meio barulhentos, musicas alta, muita conversa e acabo me desconcentrando, por isso prefiro ouvir música clássica que acaba me levando ao foco.

    • Oi, Ana Paula!
      Na verdade, isso vem muito de mim. Eu cheguei a estudar com música clássica, mas acabei decorando. Muitos estudos mostram que a música clássica aumenta a atenção, mas eu mesma achei que mais atrapalhou do que ajudou. Se no seu caso a música clássica ajudou, continue! Lembre-se que, acima de tudo, você deve adaptar as técnicas ao SEU melhor jeito de estudar :)
      Abraços! :D

  • Michele Monteiro disse:

    Olá Carol!Descobri seu site a nesta semana e adorei sua dica de ir resolvendo os exercícios para fixar a matéria!!Já estou colocando em prática, mesmo estando um “pouquinho” em cima da hora…três dias para a prova..rsrs..(que droga!porque não descobri esse site antes!!)..bom…fica como experiência pra próxima (necessariamente em janeiro de 2015..). Você diz, assim como TODOS os que trabalham ou lidam com o mundo dos concursos públicos, que ouvir música é extremamente danoso à concentração…então acho que devo ter algum problema…porque eu SÓ consigo me concentrar OUVINDO MÚSICA!!

  • Discordo, parcialmente, da parte do talento inato, Albert Einstein era um gênio, ele fez descobertas incríveis a partir do nada… da mesma maneira algumas pessoas chegam a conclusões mesmo sem informações prévias, estou na área educacional e vejo, alunos de 3 anos, que não recebem nenhum tipo de estimulo em casa, terem uma facilidade muito maior do que crianças que são mais estimuladas… um exemplo de talento inato é raciocínio crítico, embora existam aulas que permitam desenvolver esse raciocínio, algumas pessoas simplesmente o têm…. eu acredito que com dedicação pode-se aprender quase tudo… mas é fato que certas coisas, por exemplo, um amigo seu pode aprender em 30 minutos, e você pode levar 4 horas… os dois vão aprender, mas o talento dele o permite fazer isso mais rapidamente… logo, julgo o talento inato como uma variável que permite modificar o fator tempo…

    • Obrigada pelo comentário, Lucas!
      É um tema legal a se discutir.
      Foi legal você ter trazido o exemplo de Einstein… eu tenho um livro chamado “Os Erros de Einstein”, inclusive, que mostra que por trás de toda a genialidade houve suor e paixão… outro gênio (Thomas Edison) afirmou: Talento é “1% inspiração e 99% transpiração”.
      Resultados vêm de muita ação, muita vontade, não de dom.

  • wesley almeida disse:

    Muito motivador suas matérias! Espera que você contínua com esse projeto que só agrega na educação brasileira que vive um descaso.

  • Obrigada, César! Fico muito feliz quando leio esse tipo de depoimento todo fofo, como o seu :)

    Quanto à sua dúvida sobre a música, há estudos de tudo quanto é tipo, alguns falando que dão super certo, outros falando que nada a ver… um dia desses, li sobre músicas de videogame, que melhoram na concentração (os caras criam as músicas exatamente para o jogador ficar concentrado).
    Quanto ao seu comentário, em si, eu achei fantástico. Aliás, a cada novo dia os comentários no Esq têm vindo cada vez mais com conteúdo de qualidade, e isso faz com que as discussões por aqui sejam cada vez mais importantes.
    Eu vou compartilhar seu comentário em minha página do Face e também em minha página do Google Plus, talvez no Youtube, também, para dar ainda mais destaque à discussão.
    Por fim, quero deixar uma parada bem clara: os métodos de estudos devem ser IN-DI-VI-DU-A-LI-ZA-DOS.
    O que eu quero dizer com isso?
    Eu dou inúúúmeras dicas aqui, sobre como estudar, como organizar horários, como se planejar, como resolver questões etc.
    Só que eu aprendi, durante esse tempo de Esquemaria, que do mesmo modo que não existem pessoas iguais, cada pessoa também tem seu modo de lidar com a aprendizagem. Portanto, tudo o que eu falar aqui deve ser compreendido, por você, porém, você deve pegar o que eu falei e organizar sua própria maneira de estudar! Ou seja, individualizar as técnicas de estudos. Aproveitar o que tem de melhor em cada uma para o SEU caso.
    Faz sentido?
    Então, se você se dá super bem com músicas clássicas, se você consegue se concentrar melhor, se seus resultados são melhores escutando músicas… cara, SHOW de bola! Aperte o play e mande ver nos estudos.
    Beleza?!
    Abraços, obrigada pelo super comentário :)

  • Oi, Mateus!
    A tendência é que esse tipo de história nos deixe mais aflitos do que as histórias de pessoas do bem nos deixem mais alegres (por isso, acabamos por ter a sensação de que a maioria dos casos é assim). Não é! Na (GIGANTE) maioria das vezes, as pessoas que passam são do bem.

  • MARIA APARECIDA disse:

    Olá Caro, muito boas as dicas, tirando a limpo tudo que tinha dúvidas. Obrigada por tudo dicas e video excelente. A prática com certeza faz tudo dar certo.
    Abraços,
    Maria.

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