Sobre Carol Alvarenga

De que maneira uma jovem publicitária, fã de livros de fantasia e ex-aluna de escola pública se tornou Técnica Federal de Controle Externo, no Tribunal de Contas da União (TCU)? Aqui, eu, Carol Alvarenga, fundadora do Esquemaria.com.br, vou te contar como tudo aconteceu.

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Viagem para a Itália – Pitigliano (uma pequena linda cidade)

Nesta página, o que você verá são os meus passos de aprovação – desde o momento em que comecei a estudar até a posse no Tribunal de Contas da União. O que escrevi foi o seguinte:

 

Apresentação inicial

E aí! Eu sou Carol Alvarenga. Nasci em Taguatinga, uma região administrativa de Brasília-DF, e vivi, por 14 anos, em Brazlândia. Já fiz muita coisa, na vida, e nem sempre estudei para concursos públicos. Minha formação não é típica de quem estuda para concursos. Só que eu aprendi a estudar, aprendi a gostar de estudar e consegui alcançar uma vaga em um dos melhores órgãos da administração pública brasileira – o Tribunal de Contas da União (TCU). Continue lendo para saber como eu consegui chegar até aqui.

 

Como era antes de Carol Alvarenga entrar para o incrível mundo dos concursos

Para brincar um pouquinho com o que não se deve fazer na prova, lá vai um pleonasmo por querer: vamos começar do começo! hehehe.

Esta parte é essencial para entender como cheguei ao método de estudos diferente, que é o Esquemaria.

Bem, eu sempre fui uma fangirl de várias coisas, desde criancinha. Com 8 anos, eu fazia posters de Leonardo DiCaprio e Sandy e Junior. Com 11 anos, virei fã de Harry Potter e fiz blogs e sites relacionados ao assunto.

Foi assim que eu aprendi, entre a infância e a adolescência, boa parte do que sei hoje, em relação a design. Fazia por hobby.

O meu segundo grau todo foi feito em escolas públicas. E em três escolas públicas diferentes, uma em Brazlândia, outra no Guará e, por fim, uma em Taguatinga. Minhas notas não eram altas. Ao contrário. Quase reprovei o primeiro ano, ficando de recuperação no número máximo de matérias que eu poderia ficar. No segundo ano, fiquei de recuperação em mais duas. E no terceiro, finalmente consegui passar direto – mas, em muitas matérias, passei com a média mínima.

Durante o ensino médio todo, minha média mais baixa, no final do ano, foi 5. A mais alta: 6,5. Para você não falar que estou mentindo, olha aí meu histórico escolar:

Histórico escolar de Carol Alvarenga
Olha só essas notas!

 

Não são notas para eu me gabar, obviamente. Eu gosto de mostrar estas notas para você saber de uma coisa: para passar em concursos públicos, não é preciso ser nerd ou ter nascido para estudar. Eu demorei muito até entender que era muito mais força de vontade e dedicação do que dom.

A princípio, por influência da família, comecei a faculdade de Direito. Todos estavam muito satisfeitos, menos eu. Achava que não era o que eu queria, e acabei saindo depois de três meses de estudos, ainda no primeiro semestre.

Nem concursos públicos me empolgavam. Na verdade, eu até era adversa a estudar para concursos. Era contra concursos, era contra carreiras baseadas no mérito de passar em uma prova, exatamente porque eu não tinha esse “dom”. Não gostava nem que tocassem no assunto.

Para mim, por muito tempo, minha carreira seria em algo que exigisse criatividade, e apenas isso.

Então eu mudei para Publicidade. No primeiro semestre, ainda aos 16 anos, comecei a trabalhar em uma pequena agência de Publicidade de Taguatinga, que já nem existe. Depois, fui para uma agência um pouco maior, a Plano B Propaganda, no Plano, onde aprendi realmente muito.

Tranquei a faculdade por um semestre, para participar de uma campanha política em Porto Alegre, pela Leiaute Propaganda, para a candidata ao governo da cidade, Manuela D’ávila. Também foi um tempo de muita aprendizagem, especialmente em relação à área em que eu estava focada: design gráfico. Isso era final de 2008. Eu tinha 19 anos.

 

Quando e por que decidi estudar para concursos

Voltei a Brasília entendendo uma coisa: trabalhar em agências de Publicidade não era para mim.

Não que eu tenha passado a desgostar de publicidade, não é isso. Acontece que, nas agências, eu até ganharia bem, em pouco tempo, mas o fato de trabalhar muito e durante os finais de semana já estava ficando cansativo demais. Não era saudável.

Além disso, descobri que o mundo da publicidade é muito maior do que o mero design. Eu soube que, se aplicado com inteligência, o design poderia tornar qualquer assunto muito mais didático e criativo do que era.

Quando cheguei à capital, o clima, nos concursos públicos, era quente. Estava fervendo, na verdade.

Que ano louco, o de 2008! Os cursinhos estavam bombando mais do que nunca, saíram concursos com muitas vagas para muitos cargos interessantíssimos.

No início de 2009, aconselhada pela família, resolvi dar uma olhada nesse mundo, até então, totalmente estranho, para mim. Decidi estudar para concursos.

O fato é que eu não sabia nada. Não sabia o que estudar. Achava que só caía Direito. Não sabia como estudar. Técnicas de estudo, para mim, eram inexistentes. E o pior: não conhecia ninguém que soubesse e que pudesse me ajudar.

Nos meus primeiros meses de estudo, eu costumo dizer que eu estudava errado. Não que exista a melhor maneira de estudar, ou a maneira certa. Mas eu sei qual é a maneira errada.

Como eu disse, acreditava que só caía Direito. Então peguei um monte de material de baixa qualidade na internet, de Direito Penal, Direito do Trabalho, Direito Administrativo, Direito Empresarial e assim vai (se você é concurseiro iniciante, cuidado! Conheça o edital, veja as matérias que realmente caem).

Como o que eu pegava na internet geralmente não era material voltado para concursos públicos, eu não entendia bulhufas de como caía na prova. Eu também não fazia questões. Lia, lia, lia durante 3, 4, 5 horas. Nada.

Uma observação: estudar pela internet não é errado. Ao contrário: se não fosse esta grande rede de pessoas conectadas por computadores, duvido que estaria onde estou. O negócio é que, no início, eu não pesquisava corretamente, na web. Só isso.

Então entrei em um cursinho. Fiz aqueles cursinhos “completos”, que cobrem as matérias mais gerais de todos os concursos. Outro erro. Primeiramente, porque cada matéria não vinha com um número legal de aulas. Não faz sentido, por exemplo, ter apenas duas aulas de gestão de pessoas – não se você quer acertar muitas questões desta matéria.

Em segundo lugar, ter entrado em um cursinho assim significava que eu não tinha foco. Não sabia no que queria passar. Não conhecia os órgãos públicos suficientemente para decidir em qual queria ficar.

O cursinho me deu alguns nortes, apesar de tudo.

Comecei a estudar de uma maneira mais correta. Comecei a entender de planejamento de estudos, notei que estudar por questões era uma boa. Fui aprendendo a ter foco e disciplina.

É interessante perceber que eu sou uma pessoa bem diferente do que eu era, antes de começar a estudar para concursos públicos. Claro, houve o amadurecimento que já é natural de um ser humano – a passagem da adolescência para a vida adulta –, mas os estudos foram grandes responsáveis por essa mudança. E não entenda mudança como algo ruim. Ao contrário, mudar é muito bom. Não mudei minha essência, mas a maneira como conduzia minha vida.

Passei a entender mais o mundo. Lia o jornal e entendia o contexto por trás das notícias. Entendia qual o papel do Presidente da República, dos Ministros de Estado, dos Parlamentares, dos Juízes e Ministros do Judiciário. Minha capacidade de raciocínio ficou mais aguçada. As matérias se tornaram fáceis. Aprendi a administrar meu dinheiro e meu tempo. Minha escrita e capacidade de comunicação ficaram fantásticas.

Então acredite: estudar para concursos não vai só te fazer ganhar um dinheiro a mais no fim do mês. Nem é só a questão da estabilidade. Você realmente se torna uma pessoa melhor.

 

Primeiros resultados: aprovação em 7 meses, posse em um ano

Com essa nova qualidade de estudos, os resultados começaram a aparecer. Em 4 meses de estudos, meu nome apareceu no Diário Oficial do Distrito Federal, pela primeira vez (concurso do Metrô 2009).

Sete meses depois de eu ter decido a estudar, fui aprovada, dentro do número de vagas, para o concurso do Ministério da Educação.

A coisa era real!

No dia 11.1.2010, tomei posse, como Agente Administrativo do MEC.

 

Aprovações em concursos maiores

Confesso que, depois da minha primeira aprovação, dei uma parada nos estudos. Queria cargos melhores, mas me acomodei, por um tempo. Um grande erro, porque eu realmente não queria, não podia e não deveria ter parado.

No MEC, fui lotada na Assessoria de Comunicação Social e continuei trabalhando na minha área (Publicidade). Terminei a faculdade, no final do ano, e comecei a planejar minha primeira viagem aos Estados Unidos, um país que sempre quis conhecer, por amar cultura pop.

Viajar e conhecer novos lugares muda o jeito como você vê sua própria vida. E te muda, também. Eu voltei decidida a engatar para passar em um concurso melhor.

Como eu já sabia que tinha capacidade de conseguir algo melhor, não tive medo: pedi exoneração do MEC e voltei com força total aos estudos, no final de 2011. Não que os meus pais fossem ricos para me bancar, mas eu e eles tínhamos certeza de que eu conseguiria alcançar meu novo objetivo. O tempo em que não ganhei remuneração se tivesse ficado no MEC foi muito bem pago depois de passar no TCU.

Depois de sair do Ministério da Educação, o lance ficou sério. Dessa vez, planejei com força, meus estudos. Comprei livros que ensinavam como estudar, li os depoimentos de aprovação de diversos fóruns e sites voltados para concursos. Comprei um ótimo material, todo baseado em entrevistas de aprovados em grandes concursos. Enfim, tornei-me uma concurseira profissional. Aproveitei meus meses no cursinho e fiz uma pós-graduação em Gestão Pública.

Livros que Carol Alvarenga usou para estudar para concursos
Meus livros, antes de eu vender: uma bibliografia escolhida a dedo.

 

Naquela época, escolhi um concurso de curto prazo – do Senado Federal –, para estudar (eram menos de 3 meses até a prova). Só que este concurso cobria matérias importantíssimas, para outros cargos de alto nível. Decidi correr o risco.

Meu primeiro bom resultado veio no início de 2012: fiquei em 319º lugar para Analista Legislativo, do Senado. Não que isso fosse suficiente para ser chamada (eram menos de 30 vagas, no geral), mas já era alguma coisa.

Alguns dias antes do Senado, tinha feito o concurso do TSE e, apesar de não ter estudado especificamente para ele, acabei ficando no cadastro de reserva, em 142.

Depois, em meados de 2012, veio o edital do TCU. Eu estava estudando para a ANAC, que não tinha edital, ainda. Só que as matérias do TCU eram bem parecidas. Decidi investir!

Pouco mais de dois meses depois veio a prova para Técnico. Fiquei em 11º lugar e, após o curso de formação, em 8º. Na mesma época, também tinha feito o concurso de ATA-MF, e fui aprovada, em 604.

Foi para o TCU que fui chamada primeiramente, pois fiquei entre os primeiros colocados. Tomei posse no final de 2012 em um concurso cuja concorrência é extremamente acirrada.

Posse dos Técnicos Federais de Controle Externo – TCU
Posse dos Técnicos Federais de Controle Externo (TCU), em 2012.

 

Depois da posse no TCU, o TSE pediu a documentação de desempate. O MF também me chamou para a nomeação.

Por ser o TCU de longe o melhor (quem não sabe da nossa ótima remuneração, recesso de um mês, férias, banco de horas, 7 horas corridas de trabalho, garagem privativa dentre outras coisas?), decidi ficar por lá.

 

Decisão da criação do Esquemaria.com.br para ajudar outras pessoas

Eu nunca deixei de estudar e de praticar minha profissão, apesar dos concursos. A monografia da faculdade e o trabalho final da pós-graduação foram extremamente voltadas para o comportamento e a semiótica, dois elementos da publicidade que me ajudaram nas técnicas de estudos. Eu fazia as fichas de estudo ensinadas por Alex Viegas e, em parte, Alex Meirelles com uma rapidez e facilidade tremendas.

Em julho de 2013, tive a ideia de juntar minhas duas paixões: concursos públicos e design. Eu sabia que esquemas elevavam a qualidade de estudo de uma maneira extremamente surpreendente. Então, surgiu a ideia do Esquemaria. Um site que ensinasse concurseiros a não cometer os mesmos erros que eu tinha cometido. E que os ajudasse a descobrir seu próprio “melhor jeito de estudar”.

O planejamento do Esquemaria levou 7 meses. Foram mais 2 meses de execução, entre escrever posts e construir o site. É claro que todo o esforço, como sempre, valeu a pena: olha aí a página em pleno vapor!

Mapa mental sobre o esquemaria.
Para saber mais sobre o Esquemaria, clique aqui.

Adoro ajudar pessoas a aprender. Postar conteúdo para o blog não é um desafio, mas uma diversão, pra mim. Amo ler os comentários e tirar dúvidas. Eu espero, com ajuda de parceiros, fazer um ótimo site para realmente ajudar quem precisa.

Comente, ajude outros concurseiros, e, o mais importante: nunca desista.

Volte sempre, seja para ler os posts de “aulas”, seja para ler os posts de “como estudar”.

Bons estudos, boa sorte e boa vida.

Carol Alvarenga.