FGV
Auditor de Controle
CGE-PB
2024

Observe a seguinte frase:

“Se as crianças se entretessem, a babá não teria intervindo para lhes auxiliar na brincadeira”.

Nessa frase, o(s) erro(s) existente(s) é(são):

Comentário rápido

Nesta questão, dá para aprendermos vááárias coisas ao mesmo tempo, então é uma questão para carregarmos em nosso coração cérebro.

O gabarito é letra C.

O texto corrigido fica assim:

Se as crianças se entretivessem, a babá não teria intervindo para as auxiliar na brincadeira.

Comentário longo

A questão apresenta uma frase que contém erros gramaticais, e o gabarito correto é a opção C, que indica erros na conjugação do verbo “entreter” e na regência do verbo “auxiliar”. Vamos analisar detalhadamente os erros apontados pela opção correta:

  1. Conjugação do verbo “entreter”: O erro está no uso do verbo “entreter” na forma “se entretessem”, que sugere uma conjugação no pretérito imperfeito do subjuntivo.
    1. No entanto, a forma correta do verbo “entreter” nesse tempo e modo é “se entretessem”, mantendo a conjugação regular para os verbos terminados em -er.
    2. Portanto, a frase deveria ser “Se as crianças se entretivessem…”.
  2. Regência do verbo “auxiliar”: O erro de regência está no uso do pronome “lhes” com o verbo “auxiliar”.
    1. O verbo “auxiliar”, quando transitivo direto, não exige preposição para o seu complemento, logo, o uso do pronome oblíquo átono “lhes” (que indica indireção) está incorreto. A forma correta seria o uso do pronome “as”.
    2. A frase corrigida quanto à regência seria “…não teria intervindo para as auxiliar na brincadeira”.

A opção A menciona apenas a conjugação do verbo “intervir”, que, embora esteja de fato errada na frase original (“intervindo” deveria ser “intervido”, pois o particípio correto do verbo “intervir” é “intervido”), não é a única incorreção.

A opção B aponta apenas para a conjugação do verbo “entreter”, ignorando o outro erro.

A opção D menciona a conjugação do verbo “entreter” e a colocação do pronome “lhes”, mas o problema com “lhes” não é de colocação pronominal.

A opção E expande os erros para a conjugação do verbo intervir. Mas está certo usar o particípio em uma locução verbal que expressa uma ação hipotética no passado.

Atenção: na frase “a babá não teria intervindo”, o termo utilizado não é um gerúndio, mas sim um particípio.

A confusão comumente ocorre porque muitas pessoas associam a terminação “ndo” exclusivamente ao gerúndio. No entanto, o verbo “intervir” é um verbo irregular, e a forma correta do particípio é “intervindo” – seria errado usar “intervido”, mas não foi o caso.

O que é colocação pronominal?

A colocação pronominal é uma parte importante da gramática portuguesa, relacionada à posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.

Aqui no curso há cartões específicos sobre colocação pronominal:

ATENÇÃO: Quando a questão pede erro de COLOCAÇÃO pronominal, o erro não deve ser no uso do pronome em si, mas sim na colocação feita de forma errada.

Exemplos (errados e corretos) de colocação pronominal:

(Errado) Me dê dois sapos de chocolate.

(Certo)  Dê-me dois sapos de chocolate.

(Errado) Não esqueça-se de trazer balas da Zonko's.

(Certo)Não se esqueça de trazer balas da Zonko's.

Verbo no imperativo-01

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