FGV
Analista
Prefeitura Niterói
2023

Um candidato a um concurso público escreveu em sua redação: “O homem tinha visitado o museu há poucos dias”, mas decidiu mudá-la para a voz passiva pronominal: “Tinha-se visitado o museu há poucos dias”. Com isso:

Comentário rápido

Na voz passiva sintética, não se indica o agente da oração. Perceba que na frase “Tinha-se visitado o museu há poucos dias” não é possível saber quem realiza a ação de visitar o museu.

Comentário longo

  • A. Fez uma mudança no tempo verbal;
    • Incorreto. A mudança para a voz passiva pronominal não altera o tempo verbal da frase. Ambas as estruturas estão no tempo mais-que-perfeito composto do indicativo.
  • B. Passou a frase para um passado mais distante;
    • Incorreto. A alteração da voz ativa para a voz passiva pronominal não muda o aspecto temporal da ação. O tempo verbal mais-que-perfeito composto do indicativo já indica uma ação que ocorreu antes de um outro fato passado, e isso se mantém após a mudança.
  • C. Deixou de indicar o agente da ação verbal;
    • Correto. Na voz ativa, o sujeito (o homem) é claro como o agente da ação. Ao passar para a voz passiva sintética, o agente da ação deixa de ser explicitado, focando na ação em si sobre o objeto (o museu).
  • D. Eliminou-se um sujeito na oração;
    • Incorreto. A oração continua tendo um sujeito, que é “o museu” (sujeito paciente). O que muda é a forma de apresentação da ação, que deixa de destacar o agente (o homem) para enfatizar o objeto da ação (o museu).
  • E. Causou um erro gramatical na estrutura da frase;
    • Incorreto. A transformação da voz ativa para a voz passiva pronominal está gramaticalmente correta. Não há erro gramatical na nova estrutura da frase.

O que é voz passiva sintética?

A voz passiva sintética, também conhecida como voz passiva pronominal, é uma forma de expressar a voz passiva de maneira mais concisa, utilizando o pronome apassivador "se" junto ao verbo.

Voz Passiva Sintética

A estrutura é: Se + Verbo (conjugado na 3ª pessoa) + Sujeito Paciente.

Exemplos:

  1. Vendem-se varinhas em Olivaras.
    • Verbo: Vendem
    • Pronome apassivador: se
    • Sujeito Paciente: varinhas
      • Neste exemplo, a ação de vender é realizada sobre o sujeito paciente "varinhas" de forma implícita, sem mencionar quem realiza a ação, focando no que é afetado pela ação (as varinhas).
  2. Procurava-se o herdeiro de Slytherin.
    • Verbo: Procurava
    • Pronome apassivador: se
    • Sujeito Paciente: o herdeiro de Slytherin
      • Aqui, a frase indica que alguém estava à procura do herdeiro de Slytherin, mas o foco está no herdeiro, não em quem o procurava.

Comparação com a Voz Ativa

Para ilustrar a diferença, vamos converter os exemplos para a voz ativa:

  1. Olivaras vende varinhas.

    Aqui, "Olivaras" é o sujeito que realiza a ação de vender as "varinhas" (objeto).

  2. Alguém procurava o herdeiro de Slytherin.

    "Alguém" é o sujeito que realiza a ação de procurar o "herdeiro de Slytherin" (objeto).

Vamos fazer um exercício de passar da voz ativa, depois para a voz passiva, depois para a voz passiva sintética.

Voz ativa:

Olivaras vende varinhas.

  • Sujeito ⇒ Olivaras
  • Objeto direto ⇒ varinhas

Voz passiva (analítica):

Varinhas são vendidas pelo Olivaras.

  • Varinhas ⇒ Sujeito paciente (recebe a ação de ser vendida)
  • Olivaras ⇒ Agente da passiva (realiza a ação de vender)

Voz passiva (sintética):

Vendem-se varinhas.

  • Varinhas ⇒ Sujeito paciente
Transposição voz passiva sintética-01

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