FGV
Nível Superior
Prefeitura de Santo André
2022

Índio

Uma das consequências das Cruzadas (séculos XI XIII) foi a descoberta das riquezas do Oriente: tecidos, pedras e metais preciosos, especiarias.

Tudo isso passou a ter um valor extraordinário para os europeus do século XV (a canela chegou a valer mais do que o ouro!). E assim as grandes navegações para a Ásia se tornaram financeiramente atrativas.

O genovês Cristóvão Colombo, o que botou o ovo em pé (como se fosse uma grande coisa: as galinhas já faziam isso muito antes dele), consegue, na Espanha, em 1492, o patrocínio dos reis Fernando II e Isabel para uma viagem à Índia.

Para chegar lá, os portugueses desciam até o final da África e dobravam à esquerda. Colombo, que sempre adorou viver na contramão da História, sai da Espanha, no dia 3 de agosto, e dobra à direita, convencido de que a Terra era redonda.

Acertou na forma, mas errou no cálculo do diâmetro. Colombo chega às Bahamas, em 12 de outubro, e acha que alcançou a Índia. Por isso, ao ver uns selvagens locais, Colombo os chama de índios. Pronto, o nome ficou e o erro se consagrou: a partir daí, todo selvagem, nu ou seminu, passou a ser chamado de índio.

(PIMENTA, R. Casa da Mãe Joana, curiosidade na origem das palavras, frases e marcas. Ed. Campus. Rio de Janeiro-RJ. 2002)

 

O texto apresenta uma série de conectores que mostram ligações lógicas entre os termos, com variados conteúdos semânticos. Assinale a opção em que o valor semântico do conector sublinhado está corretamente indicado.

Comentário longo

Aquele momento em que você percebe que ele não está cobrando o textão!

Vamos lá.

Embora o conectivo “e” seja comumente utilizado para expressar adição, ele também pode ser utilizado com valor adversativo, dependendo do contexto em que é utilizado. Nesse caso, a conjunção “e” é usada para expressar uma ideia contrária à anteriormente mencionada, uma ideia de contraste ou oposição.

Por exemplo: “Hermione gosta de estudar, e não de sair com os amigos.” Nessa frase, a conjunção “e” é utilizada para introduzir uma ideia oposta à primeira, indicando que a pessoa prefere estudar a sair com os amigos. Nesse caso, a conjunção “e” assume um valor adversativo.

É importante lembrar que, para identificar o valor semântico da conjunção “e”, é necessário levar em consideração o contexto em que ela é utilizada.

Vejamos os valores semânticos de cada alternativa:

A) Geralmente, ela é usada para expressar uma finalidade. No caso da frase, “para” só funciona como uma preposição (ligação), sem valor semântico.

B) “Assim”, nesse caso, tem valor de conclusão. “Sendo assim, as grandes navegações…”

C) Na frase “como se fosse uma grande coisa: as galinhas já faziam isso muito antes dele”, o termo “como” tem valor semântico de comparação, comparando a ação de “botar o ovo em pé” realizada por Colombo com algo que as galinhas já faziam há muito tempo antes dele. Nesse caso, “como” está estabelecendo uma relação de semelhança entre as duas coisas.

E) Na frase “Por isso, ao ver uns selvagens locais, Colombo os chama de índios”, o termo “por isso” tem valor semântico de consequência, indicando que a ação de chamar os nativos de índios foi uma consequência do que Colombo havia observado anteriormente. Nesse caso, “por isso” está estabelecendo uma relação de causa e consequência entre o que foi observado e a atitude de Colombo.

Quais valores o conectivo "e" pode ter?

Valor aditivo.

O Harry é corajoso e inteligente.

Valor adversativo.

A Hermione é inteligente e muitas vezes teimosa.

Valor conclusivo.

A aula de voo foi cancelada e não precisamos tirar as vassouras do armário.

17---E-como-adversativo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Compartilhar esta questão:

Faça sua pré-matrícula:

plugins premium WordPress