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Maestria: como dominar qualquer coisa difícil

Dom? Talento? Dedicação? Prática? Descubra o que faz alguém ser realmente bom em alguma coisa.

Vídeo original relacionado a este conteúdo (caso você prefira, pode LER este mesmo conteúdo logo abaixo).

Não foi uma vez só que eu ouvi que ser muito bom em alguma atividade requer algo que está acima de nós mesmos: talento divino.

Eu até consigo ouvir um resmungão grosso e potente de alguém, ao assistir a uma cena inesquecível com um bom ator, ou ao escutar um músico que não desafina em um tom dificílimo: “tem jeito não, viu” – diz o resmungão – “isso aí é dom, tem jeito não”.

Considerando que talento divino parece ser uma atividade exclusiva (ou você nasce com ele ou não), a teoria do dom é uma ótima desculpa para seguir a vida sem se tornar bom demais em algumas habilidades especiais.

Lembro de ter lido Anne Frank quando tinha mais ou menos 16 anos, e a escritora já era bem mais jovem do que eu, então. Anne tinha 13 anos enquanto escrevia seu diário em Amsterdã, durante o holocausto. Mesmo em um esconderijo apertado dividido entre duas famílias, ela narrava muito bem, e apontava que tinha que estudar bastante se quisesse ser uma jornalista.

Anne era fluente em holandês, sabia um pouco de alemão e estava estudando francês e inglês por correspondência. Lembro de ter ficado encabulada com essa quantidade de línguas, mas conhecer vários idiomas é comum nos países baixos.

Outra situação incomum é quando vou para a literatura inglesa clássica. Sempre achei bem divertido que as pessoas antigamente usavam seu tempo não só para aprender várias línguas, como também para aprender a desenhar e cozinhar.

O caso é que essas habilidades tão interessantes se tornaram obsoletas nas escolas especialmente depois de 1994, quando os americanos, influenciados pela Carnegie Corporation, decidiram que aprender matemática e fabricar fitas do Baby Einstein era melhor para a educação do que ensinar às crianças algo que elas usariam em suas vidas adultas. Como gostamos de copiar o modelo estadunidense, cá estamos: na insistência do discurso do dom natural.

 

Revendo a ideia do talento nato

Imagine duas pessoas que tenham decidido tocar bateria. Eduardo e Mônica.

Eduardo e Mônica têm o mesmo tempo de prática por semana. Os dois tocam por 5h semanais.

Com um ano tocando, Mônica consegue tocar bateria muito melhor que Eduardo.

O que pode ter acontecido? Por que Mônica teve um resultado melhor do que o de Eduardo, sendo que os dois tinham exatamente o mesmo tempo de prática?

É difícil não recorrermos à hipótese de Mônica ser um gênio. Supostamente, em um pensamento rápido, diríamos que Mônica é muito inteligente, e que ela tem um talento musical de sobra.

Existem algumas teorias, entretanto, que podem explicar esse fenômeno, e isso vai além da magia.

 

10 mil horas de treino?

A teoria de Outliers (Fora de Série), de Malcom Gladwel, baseada no artigo do Dr. Anders Ericsson, diz que para uma pessoa ficar boa em determinadas atividades, tendo uma performance excepcional (em nível de especialista), ela precisa treinar por pelo menos 10 mil horas.

Mas no caso de Eduardo e Mônica estamos falando apenas em ficar muito bom ao tocar bateria. Dominar o ofício suficientemente bem para fazer tremer um estádio. A pretensão não é ser o Ringo Star. É ser a Mônica, ou o Eduardo: os muito bons na bateria.

Além disso estamos considerando um mesmo tempo de prática. 5h semanais. Eduardo e Mônica treinaram a mesma quantidade de horas, e Mônica obteve um resultado maior.

Se fosse só pela questão do tempo, eu poderia contar a história do gerente de projetos que eu li uma vez na Internet: o gerente de projetos é aquela pessoa que acredita que nove grávidas entregam um bebê no prazo de um mês.

Sendo assim, embora as 10 mil horas sejam interessantes para que você se torne o melhor, essa teoria do livro Outliers não responde exatamente àquela pergunta inicial, que é: o que faz alguém ser realmente muito bom em alguma coisa?

 

Inteligências múltiplas

A teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner, diria que existem vários tipos de inteligência e que, portanto, nossas tendências às habilidades dependem de como conseguimos aprender melhor.

O Howard disse que existem as inteligências:

  1. espacial (que é uma inteligência de imagens, como no caso de desenhistas);
  2. naturalista* (que seria uma inteligência para coisas da natureza, como plantar hortas);
  3. musical (que é uma inteligência para o som, pra cantar, pra ouvir bem, para sentir a diferença entre os ritmos);
  4. lógico-matemática (que é inteligência com números e raciocínio);
  5. existencial* (que é uma inteligência espiritual, tipo do Dalai Lama, de Jesus Cristo, da Madre Teresa de Calcutá, ou mesmo de meditação, Ioga, conhecimento dos astros – tudo isso inclui inteligência espiritual);
  6. interpessoal e intrapessoal (bem parecidas com a inteligência emocional, que é uma inteligência para fazer amigos, ou entender como as outras pessoas se sentem);
  7. corporal-cinestésica (inteligência corporal, com dança e exercícios físicos – você pode dizer que muita gente tem esse tipo de inteligência, o Michael Jackson, a Lele Pons, o pessoal do Br’oz); e
  8. linguística (inteligência para aprender idiomas, escrever bem, inteligência gramatical, essas coisas).

*As inteligências naturalista e existencial foram identificadas depois da publicação original do Gardner.

Na prática, essa teoria das inteligências múltiplas tenta explicar por que somos bons dançando, mas somos péssimos em matemática e português, ou vice-versa.

Entretanto, muitas metodologias de ensino, como a metodologia Waldorf, já provaram que é possível ser bom em várias áreas e em vários tipos de inteligência e ao mesmo tempo atingir um nível de excelência nisso tudo. Afinal, é para isto que você está neste texto: para descobrir, ou pelo menos ter uma ideia de o que faz alguém ser realmente bom em alguma coisa (e quem sabe aplicar isso à sua própria vida).

Um exemplo de pessoa muito boa em várias áreas é a atriz e produtora israelense Natalie Portman.

Natalie Portman é formada pela Universidade de Harvard em psicologia, uma das maiores universidades de elite do mundo. Com essa formação em psicologia por Harvard, podemos afirmar que a atriz tem uma inteligência emocional fora do comum.

Além disso, ela fala inglês, hebraico, francês e japonês, o que dá a ela um status alto de inteligência linguística.

Por fim, Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz em 2011 por interpretar uma bailarina com problemas existenciais muito fortes. Isso se encaixaria na inteligência corporal-cinestésica, já que, além de atuar, ela também dança balé, no filme.

A treinadora da Natalie, Marie Helen Bowers, afirmou que a atriz era muito dedicada à preparação para este papel. Ela tinha uma dublê de corpo para algumas sequências de giro, mas 90% do que você vê na dança é ela, até mesmo as sequências de cabeça para baixo.

Alguém pode dizer que para a Portman é fácil, afinal, ela foi treinada por uma dançarina do New York City Ballet em um programa personalizado.

Mas quantos outros atores encarariam o desafio? Ou o que ela teve que fazer para ser uma atriz reconhecida o suficiente para ser chamada para atuar em Cisne Negro? Ou o que ela teve que fazer para conseguir o diploma em Harvard em psicologia? Ela não precisava fazer nada disso, especialmente depois de uma carreira consolidada, mas ela fez mesmo assim.

Nessa linha de pensamento, eu vou acrescentar o que Epicteto falou: primeiro diga a si mesmo o que gostaria de ser e depois faça o que tem que ser feito.

Quantas pessoas cortariam o cabelo por uma cena de novela, como a Carolina Dieckmann fez?

Quantas pessoas emagreceriam e engordariam diversas vezes para atuarem em filmes, porque acharam o roteiro incrível, como Christian Bale fez?

As ações da Natalie Portman, e tantas outras pessoas, como Leonardo Da Vinci, que era pintor, botânico, arquiteto, cenógrafo, físico (e ele era excelente em todas essas áreas), ou Santos Dumont, aeronauta, esportista, inventor, alpinista, bilíngue, essas são todas ações que precisam de vários tipos de inteligência, então, de novo, são exemplos de destaque de uma só pessoa em várias áreas.

É neste ponto que os resmungões vão por outro caminho. Eles falam, então, que é simples. Que todos esses modelos têm um gênio especial dentro eles. Eles têm dom. Eles têm um talento inato que o resto da humanidade não tem.

Acontece que eu uso esses exemplos (famosos artistas) porque eles são universais, porque fica fácil para demonstrar os fatos com pessoas que quase todo mundo conhece – mas é claro que ninguém precisa ser famoso para ser excelente em algumas habilidades, ou para obter bons resultados durante a vida.

Além disso, a história de vida de todas essas pessoas refuta totalmente a ideia de genialidade pura e simples. Aliás, mais do que ninguém, essas pessoas sabem muito bem o que está por trás de todo o trabalho feito.

A banda Queen, liderada por Freddie Mercury, criou a música Bohemian Rhapsody, um verdadeiro hino britânico, que tem balada, solo de guitarra, ópera e rock.

Só para gravar a parte de ópera da música, a banda levou 3 semanas dentro do estúdio. Não foi uma intervenção divina.

Então, devemos voltar à pergunta: por que Mônica conseguiu, com o mesmo tempo de treinamento, ficar melhor do que Eduardo?

Ou, em outras palavras, o que faz alguém ser realmente bom em alguma coisa, ao invés de ser só mais ou menos?

Para finalmente responder a essa dúvida, eu vou trazer uma história que eu li certa vez no site do escritor americano James Clear, sobre o jogador de beisebol Joe Dimaggio. Você pode considerar essa história só como uma ilustração, porque, na realidade, há um rumor de que ela pode ser também relacionada a outro jogador, o George “Shotgun” Shuba.

E a história é a seguinte.

Joe DiMaggio ficou conhecido por ter sido marido da Marilyn Monroe, mas também era muito reconhecido por ser um dos melhores rebatedores na história do beisebol americano (senão o melhor).

Certa vez, o jogador estava em casa, sendo entrevistado por um jornalista, até que o jornalista pergunta: como é que é ser um rebatedor natural?

Joe se levanta e leva o repórter para o porão de casa. Pega um bastão de beisebol e começa a repetir uma série de balanços de prática.

Antes de cada balanço, ele resmunga uma expressão específica, como “bola rápida, baixa e distante” ou “deslizante, por dentro”, e vai ajustando a abordagem de treino.

Assim que o Joe DiMaggio termina a rotina de prática, ele coloca o bastão de lado, pega um pedaço de giz e arranha uma marca na parede. Então, ele acende as luzes para revelar milhares de marcas de registro cobrindo as paredes do porão.

Supostamente, DiMaggio olhou para o jornalista e disse: “Nunca mais me diga que sou um rebatedor natural de novo”.

Essa história nos conduz à última teoria que eu vou falar aqui hoje, que é a teoria da prática deliberada.

De acordo com o Dicio.com.br, pode haver as seguintes definições para a palavra deliberada: “que se faz de propósito, com intenção, sabendo o que se faz”.

Ou seja, a prática deliberada é uma prática intencional.

Se pegarmos o exemplo de Eduardo e Mônica, para a Mônica se destacar na bateria, e ficar melhor do que o Eduardo, ela foi intencional na hora de praticar.

Ela deve ter estudado teoria da música, deve ter ousado tentar movimentos mais complicados, deve ter feito um monte de coisas chatas, enquanto o Eduardo treinava a mesma quantidade de tempo que ela, só que ele ficava na parte fácil, sem raciocinar, sem analisar, sem estudar, sem propósito, sem intenção de se tornar bom de verdade naquele tempo que ele tinha.

Aliás, eu até vejo a Mônica se esquecendo de redes sociais enquanto pratica sua bateria, enquanto Eduardo se perde nas fotos do Instagram durante a aula.

O conceito de prática deliberada explica que não basta uma quantidade de horas treinando, por si só, para fazer alguém ser bom em alguma coisa. Tem muito mais relação com o que se faz durante essas horas.

Por isso, aqui, nesse ponto, eu refuto de vez a questão da genialidade.

Eu fico imaginando o Leonardo Da Vinci hoje, sendo chamado de gênio natural por você ou por mim ou por qualquer pessoa.

Então ele te chama em um cantinho de casa.

Ele te chama e mostra os inúmeros cadernos com várias anotações que ele fez durante a vida. O pintor te mostra anotações do tipo: descreva a língua do pica-pau; procure uma solução para o movimento perpétuo.

Sobre o Leo, ele se cercava de muitas pessoas mais inteligentes que ele. Trabalhava com outros mestres, anotava em seus famosos cadernos, a todo momento, perguntas a serem feitas a determinados especialistas em algumas áreas. Às vezes, ele acrescentava um desenho à dúvida, e enunciava: tenho que pedir ao mestre Luca que me ajude com este cálculo (referindo-se ao matemático Luca Pacioli, inventor do importante método de contabilidade usado até hoje das Partidas Dobradas).

Então, nesta visita moderna à casa de Da Vinci, se ele fosse vivo agora, ele te mostraria vídeos dissecando corpos para entender a anatomia humana, e ele te diria: está vendo esse São Jerônimo aqui?

Eu comecei a pintar esse São Jerônimo há muitos anos. Neste ano, eu descobri, ao dissecar um cadáver, que os ossos no pescoço do São Jerônimo estavam errados. E eu fui lá e corrigi. Portanto, nunca mais diga que eu sou um gênio natural de novo.

 

Um pedido especial

Espero ter te ajudado a entender o que deve ser feito para alcançar a excelência naquilo que você tem intenção.

Tenho pesquisado sobre educação e aprendizagem no Brasil. Caso você tenha algo a acrescentar a este texto, mesmo que seja para falar de uma situação corriqueira, ou para falar de seus próprios desafios, por favor, comente-o. Seu comentário me ajuda bastante.

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Créditos dos vídeos e imagens

Fotos e footage: Envato Elements e Shutterstock.

Vídeo da menina tocando bateria: https://www.youtube.com/watch?v=L-So4DLDvGc

Vídeo de Natalie Portman ganhando o Oscar de melhor atriz: https://www.youtube.com/watch?v=BYvUm1YJBSs

Entrada da série Big Bang Theory: https://www.youtube.com/watch?v=EhoYKLIcTLM

História do Joe Dimaggio contada por James Clear (artigo original em inglês): https://jamesclear.com/deliberate-practice-myth

Cenas do Joe DiMaggio: https://www.youtube.com/watch?v=olX46_12vzM e https://www.youtube.com/watch?v=FtA_w0HtvR8

Vídeo da Carolina Dieckmann como Camila: direitos autorais da Rede Globo.

Vídeo Queen: https://www.youtube.com/watch?v=fJ9rUzIMcZQ

Crédito da foto da bailarina Mary Helen Bowers: https://www.balletbeautiful.com/about/mary-helen-bowers

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Boa sorte, bons estudos, boa vida.

Carol :)

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  • Rafael Campelo da Silva disse:

    Carol você estuda sobre educação e aprendizagem de forma deliberada ou de forma acadêmica e científica?

    • Olá, Rafael! :)
      Eu trato a minha aprendizagem em formato de “T”. O chapéu do “T” (essa parte de cima da letra) corresponde ao conhecimento randômico: estudo sobre física, filosofia, artes, photoshop, língua estrangeira, desenho, leio fofoca, leio sobre tecnologia, sobre o futuro, tenho experiências diferentes, tipo ayahuasca, entrevistas com pessoas incríveis, curso de culinária, curso de tênis, curso de espanhol, participação em mentorias e provavelmente outras coisas que fiz ou quero fazer e não me lembro agora. No corpinho do “T”(essa parte maior da letra), eu estudo a minha área, que é justamente a educação. É nessa área que eu me aprofundo. Aqui, estudo livros e vejo cursos sobre escolas, sobre produtividade, sobre mapas mentais, sobre técnicas de estudos, além de aplicar tudo isso na vida real, ao máximo.

    • Carol Alvarenga disse:

      Sendo assim, a resposta é: de forma deliberada. Deliberadíssima.

  • Parabéns pelo texto Carol! Já acompanho o Esquemaria há alguns anos e percebo uma boa evolução na escrita e nos temas. Claro fruto do seu aprendizado deliberado e também da sua evolução pessoal. Obrigada por compartilhar não só os seus conhecimentos, mas também as fontes dele.

  • Excelente texto. A prática deliberada exige mais do indivíduo fazendo com que este tenha que sair de sua zona de conforto. No exemplo da música, Eduardo seria uma pessoa que esforçou para aprender os conceitos básicos da bateria. Após completar esse nível porém, manteve o seu nível. Por outro lado, Mônica seria a pessoa que esforçou para aprender os conceitos básicos e, após dominar esse nível, buscou aprender uma técnica mais elaborada. E assim por diante.

  • Anthony Thiego disse:

    Nossa, como você é incrível Carol!
    A cada dia estou mais apaixonado por ti e seus conteúdos maravilhosos que são fora da curva.
    Posso te resumir em, Que sorriso. Que maestria. Rs

  • Ótima análise!! Abrem-se novas possibilidades ao final de cada parágrafo. Virei fã.

  • Oi, Carol! Boa noite!
    Primeiro, parabéns pelo artigo e pelo blog! Amo ler suas postagens. Gostaria de uma orientação sua: faz tempo que tento estudar para concurso, mas na verdade, não sei bem qual concurso quero fazer, para qual órgão ou instituição… Sempre que aparece um novo concurso, eu fico perdida, querendo fazer, achando que se não fizer, vou perder uma oportunidade… Por não saber o que realmente quero, ou como devo me organizar, sinto dificuldade até para sentar e estudar, porque sinto que não estou saindo do lugar… O que você me aconselha?

    • Hey, Débora!

      Foque em um cargo de um órgão específico. Estude sempre para ele. A partir das matérias do conteúdo programático desse concurso você pode escolher se preparar para concursos que tenham conteúdos programático similares a o do seu foco principal.

      Qualquer coisa muito diferente disso, você deixa de lado.

      Quer um exemplo? Se você se prepara para o cargo de Analista Judiciário do TST e é lançado edital para o cargo de Escriturário de algum banco, você não mudará o seu foco. Contudo, se você está estudando para o cargo de Analista Judiciário do TST e abrem vagas para o cargo de Analista Judiciário do TSE, você muda um pouquinho o seu foco e continua a sua preparação para o cargo do TSE.

      Certinho?

      Abraços!

  • >

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