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Ben Horowitz disse que escreveu um texto para tentar achar soluções para problemas grandes – e, ao mesmo tempo, para tentar baixar um pouco a própria pressão sanguínea. Bem, não sei você, mas EU não preciso ser diretora executiva de uma grande startup mundial, como Ben, para ter meus próprios grandes problemas.

Eu tenho, sim, e procuro ao máximo focar nas soluções, embora isso não seja tão simples quanto parece. Às vezes, as opções entre as soluções são difíceis, de todo jeito. Às vezes, tenho que escolher entre assuntos de igual importância para decidir. Isso é o que Ben denominaria o lado difícil das situações difíceis.

 

Exemplificando o lados difíceis das situações difíceis

São alguns lados difíceis das situações difíceis, especialmente quando não há respostas prontas:

  • dizer ao cliente que o prazo de entrega não será alcançado, especialmente quando outras pessoas não fizeram a parte delas. Observação: embora as outras pessoas não tenham feito a parte delas e isso não seja sua culpa, impreterivelmente isso é sua responsabilidade;
  • demitir pessoas que você considerou boas no momento de contratação, porque você não conseguiu inseri-las no contexto da equipe;
  • dizer não a seus amigos, quando eles te chamam para uma festa a qual você, outrora, iria;
  • estudar com sono, porque não se tem tempo para fazer isso durante o dia;
  • manter-se com disposição, quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo;
  • lidar com a responsabilidade que os outros atribuem a você, mesmo que isso não seja uma escolha sua.

 

Como Ben viveu alguns desses lados difíceis e, mesmo assim, sobreviveu, eu decidi seguir aquele primeiro conselho dele: escrever para baixar um pouco minha pressão sanguínea. Acredito que, quando você não sabe bem o que fazer para resolver um problema foda para caramba, o ato escrever pode clarear um pouco suas ideias.

 

Lados difíceis da manutenção dos hábitos

É muito fácil sair da rota dos hábitos positivos, quando um obstáculo a tais hábitos surge. É muito fácil justificar a quebra de um hábito com eventos que estão sob meu controle, mas eu nego. É muito fácil permitir que distrações me impeçam de jogar a meu favor.

Alguns dos hábitos que considero positivos atualmente são:

  • comer bem, especialmente comida de verdade;
  • ler e escrever;
  • sair, conhecer pessoas novas, criar relacionamentos duradouros;
  • chegar no horário correto aos lugares em que devo estar, porque isso significa respeitar o tempo das pessoas e, também, o meu tempo;
  • aceitar o que me acontece e a opinião dos outros a meu respeito, mesmo que eu não concorde;
  • fazer exercícios físicos;
  • comprar apenas o essencial para mim e para manutenção do Esquemaria;
  • viver tendo menos coisas e mais experiências.

 

E então vem tudo o que fica no caminho dos hábitos positivos, tudo o que me distrai:

  • medos teoricamente racionais para dizer não;
  • dúvidas sobre para o que dizer sim;
  • situações que tornam fácil deixar de lado a boa comida, os bons livros e a boa escrita;
  • situações que tornam fácil deixar de lado os exercícios físicos;
  • situações em que é fácil chegar atrasada;
  • marketing da desnecessidade.

 

(…)

Marco Aurélio, citando Epicuro, escreveu: “nenhum tormento será duradouro nem intolerável, caso não o aumente a tua imaginação, e se o vires nas dimensões naturais”.

 

 

Lados difíceis da hierarquia familiar

 

 

 

Lados difíceis da paixão

Paixão pelo que se gosta de fazer.

 

Ontem você disse amanhã. Apenas faça.

 

 

Uma pergunta para você

Quais são os lados difíceis com os quais você tem que lidar?

 

 

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